Anormalidade.

São exatas 3:42 da manha e eu estou aqui, sem saber o que fazer, com os olhos vidrados no único ponto azul que ilumina meu quarto e minha mente. Aparentemente esta tudo bem, fluindo normalmente, porem se trata de uma aparência e não de um real acontecimento.. Realmente, os astros não estão ao meu favor nos últimos tempos, essa bagunça que virou tudo não tem explicação, parece que chacoalharam minha vida e “TIBUM” tudo saiu do lugar, sem contar que as pessoas estão conseguindo me confundir constantemente, não sei mais quando estão falando a verdade ou estão mentindo, muito menos consigo entende-las como antigamente. Minha mãe vive dizendo que preciso arrumar um namorado ou ocupar minha cabeça vazia com algo interessante, mal ela sabe que minha cabeça não é vazia e que namoro um rapaz bem mais velho, dos olhos claros.. Tem dias que fico pensando na vida e sinceramente não consigo entender, a gente mal nasce e já começa a morrer.Tô achando que tudo isso é reflexo da bateria nova que colocaram no relógio, avisei que ele estava funcionando normalmente, porem insistiram em troca-la, o tempo passou tão rapidamente que já estamos em setembro quando minha vontade era estar em janeiro, curtindo o sol no litoral. Ouvir dizer que cortar o cabelo resolve algumas coisas, então vou cortar para ver se tudo volta ao normal.

Naiara Caroline

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“E hoje percebi que as pessoas são como livros, alguns cheios de magia e encanto, outros vazios. Uns te enganam pela capa, enquanto outros surpreendem pelo conteúdo; Você encontra certas pessoas e em tão pouco tempo de convivência é como ler uma sinopse, e depois não ver a hora de compreendê-lo por inteiro. Cada um com sua devida importância. Por outro lado, alguns livros deixamos pela metade, enquanto outros devoramos intensamente. Se é romântico, dramático, triste, misterioso, infantil, complexo…No fim o que vale é uma boa história.”
Pedro Bial.

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“Finais são deprimentes. Já imaginou? Você nasce, vive ou existe durante certo tempo e acaba morrendo. Fim. Você conhece uma pessoa pela internet, começa a conversar com essa pessoa, surge amizade, e com o tempo vão surgindo novas pessoas e essa amizade vai ficando para trás. Fim. Você começa stalkeando alguém da escola, puxa assunto, chama pra sair, abraça, beija, acaricia, inicia um romance e depois de cinco meses acabam tendo uma discussão. Fim. Você entra no ensino médio, convive por três anos com 43 pessoas e depois, em uma festa de formatura, os choros selam a tão indesejada despedida. Fim. Você começa a cursar uma faculdade e depois de cinco anos, vê um diploma e se pergunta: Estou pronto? Vê que sim e deixa mais uma etapa de lado. Fim. Você arranja um emprego na Construtora X e depois de um tempo recebe promoção e tem que deixar a cidade para assumir uma grande obra em outro estado e assim, tem que deixar coisas de lado. Fim. Em meio a viagens, você conhece o amor da sua vida e se vê lotado de sentimentos, engatam um namoro, noivam, casam, tem dois filhos e se separam. Fim. Ou quem sabe, decide conviver os anos que restam com essa pessoa. Fim. Você percebe que a família que tinha no início: pai, mãe, irmão e derivados, todos partiram. Restou apenas tu e o início de outro fim. E são em meio a estes pensamentos que vemos que a cada dia sofremos despedidas. Que a cada dia temos que dar adeus, seja ao professor que foi embora para conseguir um emprego melhor, ou seja ao colega que não aguentou a rotina e teve que sair da escola. Seja àquela namorada de infância que teve que ir pra cidade grande enquanto você continuava a jogar bola no quintal dos avós. Ou para aquela ficante do ensino fundamental, que só pensava em algodão doce. Tem também a namoradinha do ensino médio, com quem você teve a primeira vez. E os amigos? São as despedidas mais dolorosas. Dar adeus a quem você jurou um para sempre, ou a quem você prometeu nunca abandonar, nunca é fácil. Porém, todo final anuncia um novo começo e assim a vida segue um ciclo, onde só acaba com a morte. Fim. Espera, tem aqueles, que como eu, acredita em vida após a vida. E sendo assim, torna-se parte de um período de continuidade. Torna-se infinito em um mundo repleto de finais.”

Namore um cara que escreve.

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Namore um cara que escreve. Não um cara que te manda poesias do Drummond ou que te manda letras do Chico com foto de pôr do sol. Namore um cara que escreva ele mesmo para você. Um cara que escreve irá perceber os detalhes entre vocês dois, e assim escrever cartas e textos pessoais que falem especificamente sobre vocês dois, não cartas de amor genéricas catadas no limbo da internet. Namore um cara que, ao invés de comprar um cartão de dia dos namorados com um poema do Vinicius, vai escrever um texto para você no seu computador enquanto você toma banho para irem jantar.

Um cara que escreve vai, ao mesmo texto, fazer você rir, chorar, sorrir e querer abraçá-lo como se ele fosse dez centímetros mais alto, dez quilos mais magro e tivesse mais dois dígitos na conta bancária. Positivos. Namorar um cara que escreve é namorar alguém autoconfiante, que sabe que a pena é muito mais forte que a espada, ainda que a pena dele responda pelo nome de teclado. Namore um cara que ficará orgulhoso ao ser comparado com o Veríssimo ou ao Pessoa, e não se comparado ao Vitor Belfort ou ao Rodrigo Santoro. (Ok, o Santoro é covardia).

Namorar um cara que escreve significa ter um namorado que, ao te descrever, vai fazer você se achar a própria Angelina Jolie, e suas amigas, ao lerem, vão achar que ele descreveu alguma princesa de contos de fadas. Por falar em amigas, namorar um cara que escreve é matar suas amigas de inveja dos seus textos lindos, das suas cartas emocionantes e engraçadas. Namore um cara que escreve e garanta textos engraçados para quando você estiver triste, textos amorosos para quando estiver carente e cartas inesperadas durante um dia de trabalho rotineiro.

Namore um cara que escreve e massageie seu ego vendo outras mulheres dizerem que adorariam que os namorados delas escrevessem assim. Namorando um cara que escreve você não vai entender como suas amigas conseguem namorar engenheiros, médicos e analistas de sistemas, nem como elas conseguem achar bonitas aquelas frases copiadas de algum “As cem melhores frases de amor de todos os tempos”.

E por fim, namorar um cara que escreve é namorar um cara descolado, que sabe que “namorar um cara que escreve” não é a forma correta, e sim “namore um cara que escreva”, mas, mesmo assim, ele acha que do primeiro jeito fica muito mais bonitinho e descolado.

Léo Luz

Via: http://www.entendaoshomens.com.br